
Há sete anos, São Paulo perdia Hilda Ciglioni, uma voz corajosa e pioneira do jornalismo brasileiro
Jornalista enfrentou a ditadura, abriu caminhos para as mulheres na comunicação, participou de campanhas históricas da advocacia, da magistratura e da política e foi precursora no acolhimento de pessoas com HIV e dependência química
Reportagem especial por Beatriz Ciglioni e Valdelis Ciglioni, com os jornalistas Benê Corrêa, Walter Westphal e Sérgio Braga — São Paulo TV Broadcasting
Foi em 19 de setembro de 2019 que São Paulo perdeu uma de suas vozes mais firmes, humanas e corajosas. Há exatamente sete anos, morria Hilda Ciglioni, jornalista que fez da comunicação um instrumento de investigação, resistência, solidariedade e transformação social.
Hilda construiu sua trajetória em um período especialmente difícil para o exercício do jornalismo — sobretudo para as mulheres jornalistas. Em ambientes quase sempre dominados por homens, conquistou espaço com competência, personalidade e coragem.
Ela não se limitava a noticiar os acontecimentos. Investigava, questionava e procurava compreender a realidade das pessoas que raramente encontravam espaço nas manchetes. Para Hilda, o jornalismo precisava estar a serviço da verdade, da justiça e, principalmente, daqueles que não tinham voz.
Formada pela Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), trabalhou, coordenou e dirigiu equipes e programas jornalísticos em importantes veículos de comunicação, como Rádio Marconi, Rádio Record, Rádio Gazeta, Rádio Tupi, TV Mulher, Rádio Mulher, Rádio Morada do Sol, Rede Brasil, Rádio Capital e AllTV, além de outras emissoras.

Protagonismo na Rádio Record
Na Rádio Record, Hilda Ciglioni exerceu importantes funções de liderança. Foi produtora e diretora-executiva do radioteatro da emissora, participando da produção de programas que marcaram época, como o “Grande Teatro Record” e “História que o Sertão Canta”, atração de grande sucesso transmitida aos domingos.
Seu trabalho ajudou a fortalecer uma fase histórica do rádio brasileiro, quando as emissoras reuniam jornalismo, dramaturgia, música, cultura popular e entretenimento para alcançar milhões de ouvintes.

Hilda atuava nos bastidores com capacidade de organização, criatividade e autoridade profissional, em um momento no qual poucas mulheres ocupavam cargos de direção.
Na Rádio Gazeta, dirigiu um programa ao lado da deputada estadual Ercy Ayala, fortalecendo uma parceria que também produziria importantes projetos sociais nas áreas de prevenção às drogas, proteção das famílias e defesa da vida.
Participação na construção editorial da TV Mulher
Hilda também participou diretamente de outro capítulo importante da comunicação paulista. Ao lado de Waldemar de Moraes, reconhecido diretor de televisão, e da família Montoro, ajudou na construção editorial da TV Mulher de São Paulo, emissora cuja frequência é hoje ocupada pela Record News.
Sua participação nesse projeto demonstrou, mais uma vez, seu pioneirismo. Hilda contribuiu para construir uma televisão que dialogava com as mulheres e abria espaço para informação, prestação de serviços, comportamento, direitos e temas sociais que, até então, recebiam pouca atenção dos veículos tradicionais.
Da dramaturgia radiofônica à construção editorial de uma emissora de televisão, Hilda Ciglioni participou de momentos decisivos da história da comunicação em São Paulo.
Ela não foi apenas testemunha das transformações do rádio e da televisão. Foi uma das profissionais que ajudaram a realizá-las.
Reconhecimento do Grupo Abril
Hilda manteve uma importante ligação profissional com Victor Civita, fundador do Grupo Abril. Seu trabalho recebeu dois reconhecimentos da empresa: os Prêmios Abril de Jornalismo de 1972 e 1973.
Em 1973, também foi reconhecida como supervisora e líder de destaque nacional. As premiações confirmavam uma capacidade que acompanharia toda a sua vida profissional: liderar equipes, organizar projetos de comunicação e enxergar no jornalismo uma missão de interesse público.
Em uma época na qual poucas mulheres conseguiam ocupar posições de comando, Hilda não apenas conquistou seu espaço. Ela ajudou a abrir caminhos para as profissionais que vieram depois.

“Questão de Justiça”, ConJur e uma parceria permanente com Márcio Chaer
Entre os trabalhos de maior destaque de sua carreira, Hilda Ciglioni foi diretora do programa “Questão de Justiça”, uma produção que aproximava o universo jurídico da sociedade por meio de entrevistas, análises e debates sobre cidadania, direitos e temas de interesse público.
Sob sua direção, o programa foi veiculado pela Rádio Record, pela AllTV e pela Rede Brasil de Televisão, alcançando diferentes públicos e consolidando-se como um importante espaço de diálogo entre o Direito, as instituições e a população.
O “Questão de Justiça” também manteve uma importante parceria com o Consultor Jurídico (ConJur), um dos principais veículos especializados em Direito do país.
O jornalista Márcio Chaer, fundador e diretor do ConJur, foi um parceiro diário de Hilda Ciglioni no jornalismo. Durante anos, o trabalho desenvolvido por Hilda, as entrevistas, os acontecimentos do meio jurídico e as pautas abordadas pelo programa encontraram espaço no site.
A parceria entre Hilda e Márcio Chaer foi construída sobre o compromisso comum de tornar o universo jurídico mais compreensível e acessível à sociedade. Os dois acreditavam em um jornalismo jurídico independente, atento às instituições e comprometido com a informação de qualidade.
O projeto também chegou à Bloomberg Television, rede norte-americana de comunicação fundada por Michael Bloomberg, uma das personalidades mais conhecidas dos Estados Unidos nos setores de mídia, economia e política, além de ex-prefeito de Nova York.
A parceria ganhou um significado especial porque o acordo foi firmado diretamente com o próprio Michael Bloomberg, demonstrando o prestígio, a capacidade de articulação e a dimensão internacional alcançada pelo trabalho conduzido por Hilda.
Na AllTV, Hilda trabalhou durante anos e manteve uma sólida amizade com o jornalista Alberto Luchetti, fundador da emissora e um dos pioneiros da televisão pela internet no Brasil.
Ao reunir Rádio Record, AllTV, Rede Brasil, ConJur e Bloomberg em sua trajetória, Hilda Ciglioni mostrou que o jornalismo jurídico poderia ultrapassar fronteiras, aproximar profissionais e transformar temas complexos em informações acessíveis para toda a sociedade.
Participação histórica nas eleições da OAB-SP
A atuação de Hilda também teve forte presença no meio jurídico. Como coordenadora de imprensa, participou de campanhas que conduziram grandes advogados à Presidência da Ordem dos Advogados do Brasil — Seção São Paulo (OAB-SP).
Entre os nomes com os quais trabalhou estão Rubens Approbato Machado, Carlos Miguel Aidar e Luiz Flávio Borges D’Urso, importantes lideranças da advocacia paulista e brasileira.
Hilda compreendia a importância institucional da OAB-SP na defesa da democracia, das liberdades civis e do Estado Democrático de Direito. Seu trabalho de comunicação ajudou a aproximar essas lideranças da advocacia e da sociedade.
Campanha para a Presidência da Associação dos Magistrados Brasileiros
Hilda Ciglioni também coordenou a comunicação da campanha da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) que levou o desembargador Henrique Nelson Calandra à Presidência da entidade.
Seu trabalho contribuiu para apresentar à magistratura brasileira as propostas e os compromissos institucionais defendidos pelo desembargador.
Hilda compreendia a importância da AMB na defesa da independência do Poder Judiciário e do fortalecimento das instituições democráticas. Sua atuação ajudou a aproximar a magistratura da sociedade por meio de uma comunicação clara, responsável e institucional.
Atuação no IASP, na OAB-SP e na defesa das famílias, da saúde e da democracia
No Instituto dos Advogados de São Paulo (IASP) e na OAB-SP, Hilda Ciglioni trabalhou diretamente com a advogada Kátia Boulos, reconhecida como uma das grandes autoridades em Direito de Família no Estado de São Paulo.
Juntas, desenvolveram um trabalho voltado à comunicação, à conscientização e à defesa das famílias, aproximando o conhecimento jurídico das necessidades reais da população.
No mesmo instituto, Hilda também trabalhou com a advogada Rosana Chiavassa, reconhecida por sua atuação na defesa dos direitos dos usuários de planos de saúde. A parceria contribuiu para ampliar a divulgação de informações sobre o acesso à saúde e os direitos dos pacientes diante das operadoras.
Hilda trabalhou ainda com o Dr. Luciano Caparroz Santos, um dos nomes de destaque do Direito Político e Eleitoral. A parceria reuniu jornalismo, conhecimento jurídico e defesa da democracia, contribuindo para levar à sociedade informações sobre cidadania, participação política, eleições e fortalecimento das instituições.
Esses trabalhos refletiam uma das principais características de Hilda: sua capacidade de unir profissionais, instituições e projetos em torno de causas humanas e socialmente relevantes.
Hilda também manteve proximidade com grandes personalidades do Direito, como o advogado Antônio Cláudio Mariz de Oliveira e Ruy Celso Reali Fragoso, que presidiu o Instituto dos Advogados de São Paulo.
Essas relações nasceram do respeito conquistado por uma profissional que conhecia profundamente a comunicação, compreendia as instituições e acreditava que o Direito deveria permanecer próximo das pessoas, das famílias e daqueles que mais precisavam de proteção.
Presença em importantes campanhas políticas
A competência de Hilda na organização da comunicação também fez com que ela participasse de importantes campanhas políticas.
Trabalhou na campanha do deputado Hélio Ansaldo e desenvolveu atividades ao lado do deputado Samir Achôa, duas figuras de destaque na vida pública paulista.
Sua participação nessas campanhas demonstrava a capacidade de articular imprensa, instituições e sociedade. Hilda compreendia a comunicação política como um serviço de esclarecimento ao cidadão e jamais abandonava suas convicções em defesa da democracia, da responsabilidade pública e da justiça social.
Ao longo de sua trajetória, Hilda também conviveu e trabalhou com grandes personalidades da política brasileira, entre elas os governadores Orestes Quércia e Mário Covas.
Durante o governo Quércia, utilizou o jornalismo investigativo para apontar problemas, defender melhorias e cobrar respostas do poder público. Sua relação com autoridades nunca anulou sua independência.
Para Hilda, a proximidade com o poder representava uma oportunidade de defender causas e levar as necessidades da população a quem possuía a responsabilidade de decidir.
Ao lado de Pinotti na defesa da saúde pública
Na área da saúde, Hilda Ciglioni coordenou trabalhos ao lado do saudoso médico José Aristodemo Pinotti, que foi secretário da Saúde do Estado de São Paulo e se tornou uma das grandes referências brasileiras na defesa da saúde da mulher.
Naquela época, uma das profissionais que atuaram ao lado de Hilda nesse importante trabalho foi Marisa Padinha Ruano, que atualmente integra a diretoria do Hospital do Mandaqui, em São Paulo.
A presença de Marisa nessa trajetória representa a continuidade de uma atuação construída por profissionais comprometidos com a saúde pública e com o atendimento humanizado da população paulista.
A parceria com Pinotti e a convivência profissional com Marisa Padinha Ruano fortaleceram o envolvimento de Hilda em ações de conscientização, prevenção e acolhimento.
Hilda compreendia que comunicar sobre saúde não significava apenas divulgar números ou decisões administrativas. Era necessário chegar às famílias, combater o preconceito e oferecer informações capazes de salvar vidas.
Ela participou de iniciativas da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e também colaborou com a Cruz Vermelha Brasileira, utilizando sua experiência jornalística, sua capacidade de articulação e sua sensibilidade em ações sociais e humanitárias.
“Diga Sim à Vida”: um projeto precursor
Ao lado da deputada estadual Ercy Ayala, Hilda Ciglioni idealizou e escreveu o projeto “Diga Sim à Vida”, uma iniciativa pioneira de prevenção ao uso de drogas, orientação e fortalecimento das famílias.
O conceito desenvolvido por Hilda e Ercy antecipou campanhas que, posteriormente, passaram a ser adotadas e difundidas por diferentes organizações sociais e religiosas, inclusive igrejas evangélicas.
O projeto defendia uma mensagem positiva: enfrentar as drogas por meio do acolhimento, da informação, da prevenção, da recuperação dos vínculos familiares e da valorização da vida.
Hilda percebeu que o enfrentamento da dependência química não poderia estar baseado exclusivamente na repressão. Era necessário acolher, orientar e oferecer oportunidades para que as pessoas reconstruíssem suas vidas.

Precursora no combate às drogas e à AIDS
Nas décadas de 1980 e 1990, Hilda esteve entre as precursoras do trabalho de auxílio a pessoas com dependência química e a pacientes diagnosticados com HIV no Estado de São Paulo.
Naquele período, o medo, a desinformação e o preconceito cercavam a AIDS. Muitas pessoas eram abandonadas pelas próprias famílias e se tornavam vítimas de discriminação. Hilda escolheu permanecer ao lado delas.
Participou dos primeiros esforços de atendimento e acolhimento às pessoas com HIV e do apoio às famílias atingidas pela dependência química. Sua atuação contribuiu para mobilizar autoridades, disseminar informações e salvar centenas de pessoas.
Hilda enxergava seres humanos onde muitos viam apenas problemas sociais. Seu trabalho ajudou a transformar o debate sobre drogas e AIDS em uma questão de saúde pública, dignidade e proteção da vida.

Amizades no jornalismo, na cultura e na vida pública
Hilda manteve amizade com importantes personalidades da cultura e da comunicação, como o humorista Chico Anysio, além dos jornalistas Maria Amália, Maria Agnes e Robertinho Montoro, ligados à história da Rádio Mulher e da Rádio Morada do Sol.

Sua vida ainda guardou momentos surpreendentes. Hilda chegou a cantar em um grupo do qual também participou o jovem Roberto Carlos, antes de ele se transformar no Rei da música brasileira.

Essa lembrança revela uma mulher de muitos talentos: intensa, comunicativa e apaixonada pela arte, pelo jornalismo e pela vida.
Independentemente da importância ou da posição de cada pessoa, Hilda tratava todos com respeito. Sua capacidade de dialogar com diferentes setores da sociedade fez com que construísse amizades duradouras e conquistasse a admiração de profissionais do jornalismo, do Direito, da política, da medicina e da cultura.

Coragem durante a ditadura militar
Nos anos de 1968 e 1969, período marcado pelo endurecimento da ditadura militar, Hilda não se afastou de suas convicções. Lutou pela liberdade, pela justiça e pelo direito da sociedade de conhecer a verdade.
Sua resistência não era feita apenas de discursos. Estava presente em suas escolhas, nas pautas que defendia e na coragem de investigar em uma época na qual o exercício do jornalismo podia representar censura, perseguição e risco pessoal.
Para Hilda, investigar era muito mais do que um verbo relacionado à profissão. Era um compromisso ético com a verdade e com a sociedade.
Seu jornalismo procurava revelar a realidade, defender os vulneráveis e dar voz aos injustiçados. Foi uma profissional que jamais aceitou a omissão como caminho.
Uma mulher à frente de seu tempo
Hilda Ciglioni possuía uma qualidade rara: estava sempre disposta a aprender. Aprendia com uma criança ou com um idoso, com um empresário ou com uma pessoa em situação de rua.
Sabia ouvir, compreender diferentes realidades e transformar experiências humanas em reportagens, artigos e editoriais capazes de orientar e conscientizar.

Tinha profunda consciência sobre a desigualdade social e acreditava intensamente na vida. Por meio de seus textos e projetos, ajudou mães, pais, avós, filhos e famílias inteiras a atravessarem situações difíceis com mais informação, dignidade e esperança.
Gostava dos desafios da profissão. Em cada reportagem, demonstrava que o jornalismo não poderia ser exercido com indiferença. Era necessário ter sensibilidade, responsabilidade, independência e paixão.
E paixão nunca lhe faltou.
Hilda Ciglioni não apenas trabalhava como jornalista. Ela vivia o jornalismo.
A Mãe Hilda e a Vó Uda
Por trás da profissional firme e respeitada estava uma mãe e avó profundamente dedicada. Para ela, amar significava doar tempo, atenção, pensamentos e o próprio coração.
A Mãe Hilda e a Vó Uda ensinaram seus filhos e netos a seguir a caminhada da vida com força, dignidade, coragem e plenitude. Sua família era sua maior obra, seu porto seguro e a continuidade de tudo aquilo em que acreditava.
Hilda Ciglioni é mãe de Valdelis Ciglioni, gerente da São Paulo TV, e avó de Beatriz Ciglioni, diretora e responsável pelas redes sociais e plataformas digitais da emissora.
Ela permanece como uma das maiores inspirações da família de jornalistas Ciglioni e ocupa um lugar fundamental na história da São Paulo TV Broadcasting.
O legado de Hilda permanece na São Paulo TV Broadcasting
Os profissionais da São Paulo TV Broadcasting tiveram a oportunidade de trabalhar, conviver ou aprender com Hilda Ciglioni.
Na redação estão Benê Corrêa, jornalista Mtb 21.148, e Walter Westphal, jornalista Mtb 15.438.
Nas redes sociais e plataformas digitais está Beatriz Ciglioni, neta de Hilda e responsável pela presença da emissora nos novos meios de comunicação.
Na área de tecnologia e artes visuais está Lis Ciglione, que contribui para transformar as informações e os projetos da emissora em identidade visual.
No setor jurídico e administrativo está o advogado Dr. Luciano Caparroz Santos, que também trabalhou diretamente com Hilda no meio jurídico e institucional.
Na Gerência Administrativa está Arilson Soares.
Mais do que compartilhar um ambiente profissional, essa equipe recebeu de Hilda ensinamentos que permanecem na identidade editorial da emissora: respeito aos fatos, independência, coragem para investigar, responsabilidade com a informação e sensibilidade diante das necessidades humanas.
Hilda ajudou a formar profissionais, orientar projetos e construir uma maneira de fazer jornalismo baseada na verdade e no compromisso social. Cada pessoa que trabalhou ao seu lado guarda uma lembrança, um ensinamento e uma parte de sua história.
Por isso, falar de Hilda Ciglioni também é falar das raízes da São Paulo TV Broadcasting. Seu pensamento, sua experiência e sua determinação continuam presentes em cada reportagem, entrevista, programa e projeto produzido pela emissora.
A São Paulo TV Broadcasting não apenas homenageia Hilda Ciglioni. A São Paulo TV Broadcasting carrega Hilda Ciglioni em sua própria história.
Um legado que o tempo não apaga
Hilda Ciglioni foi uma mulher forte, que fez o bem sem perguntar quem receberia e sem exigir nada em troca. Lutou por justiça, enfrentou preconceitos e abriu caminhos para outras mulheres dentro e fora do jornalismo.

Foi insubstituível pela coragem, insuperável pela força e inesquecível pela capacidade de amar.
Sete anos depois de sua partida, permanece a dor ininterrupta da saudade. Mas permanece também um legado que o tempo não consegue apagar: o exemplo de luta, honestidade, seriedade, generosidade e compromisso com a verdade.
Naquele 19 de setembro de 2019, São Paulo não perdeu apenas uma jornalista. Perdeu uma profissional que compreendia o verdadeiro sentido social da comunicação e que dedicou sua vida a informar, orientar, acolher e proteger pessoas.
Enquanto seus valores continuarem presentes no trabalho de seus filhos, netos e de todos aqueles que aprenderam com ela, Hilda Ciglioni jamais deixará de estar entre nós.
Homenagem da Diretoria da São Paulo TV

