
São Paulo continua resiliente
*José Renato Nalini
O Fórum Econômico Mundial publicou um relatório dia 18 de junho, divulgando que o nível global de preparo para implementar energia limpa caiu 0,76% de 2025 para 2026. O aporte de recursos não é mais suficiente para mover o planeta em direção a uma matriz menos poluente.
Era previsível que a guinada rumo ao retrocesso, daquela que já foi considerada a maior democracia ocidental viesse a produzir estrago. Foram avaliados cento e vinte países, de acordo com quarenta e quatro indicadores. Disso resultou nota de zero a cem, o que mostra o avanço da Suécia, com 75,3, em seguida a Finlândia, 74,1, Dinamarca, 72,6, Estônia 70,94 e Noruega 70,5. São as cinco campeãs. Depois vêm Suíça, com 70,2, Letônia, 70, Áustria, 69,7, Alemanha, 69,6, França, 68,3, Reino Unido 68,2.
A China está em 14º lugar, nota 66,9, o Brasil em 17º, com 66,4 e ainda à frente dos Estados Unidos, com 65,9.
A desaceleração da transição é uma lástima. Houve deslocamento do foco para a segurança energética e prioridades nacionais. As guerras fizeram com que muito investimento fosse voltado para a segurança e houve estancamento na destinação de verba para a transição. Até o setor de inovação teve queda de 1,1% e a retração, no desenvolvimento de tecnologias verdes, superou as melhorias em projetos de pesquisa.
Se o relatório contemplasse a cidade de São Paulo, concluiria que a gestão Ricardo Nunes continua determinada a eletrificar sua frota de ônibus, com a entrega de 500 novos coletivos no sábado, 20 de junho, e a intensificação na criação de parques, miniflorestas, jardins de chuva, zeladoria na Guarapiranga, o reservatório mais ameaçado da capital e outros incríveis passos rumo à adaptação da maior cidade brasileira aos fenômenos climáticos gerados por nossa generalizada insensatez.
São Paulo mantém sua marcha acelerada rumo ao verde e à resiliência, com foco direto na saúde dos mais vulneráveis.
*José Renato Nalini é Secretário-Executivo das Mudanças Climáticas de São Paulo.

