
Juventude presente
*José Renato Nalini
Os jovens são chamados a um protagonismo singular. Têm de enfrentar as emergências climáticas e, simultaneamente, preparar-se para o mundo complexo e surpreendente da Inteligência Artificial – IA.
É preciso participar, sob pena de receber como legado, um mundo confuso e inadministrável. Para isso, existem iniciativas saudáveis, como o voluntariado que nasceu sob inspiração de Klaus Schwab, o criador do Fórum Econômico Mundial. A proposta é congregar os jovens e dar a eles voz para projetos impactantes em suas cidades.

Os voluntários procuram se concentrar em questões urgentes como a poluição, o plantio de árvores e combate à seca. O “Global Shapers Community” já está em mais de quinhentas cidades mundiais, inclusive São Paulo. Para contar um pouco do que se faz em São Paulo estiveram na Secretaria Executiva de Mudanças Climáticas as líderes Denise Miho Miyazaki e Ana Beatriz Vasconcelos dos Santos, integrantes da iniciativa Equal Air Collaborative. É seu propósito mobilizar a liderança jovem, para acelerar a demanda por ar limpo e despertar a atenção da sociedade para a questão da poluição atmosférica, o quarto principal fator de risco para morte precoce em todo o planeta.
Outro projeto interessante é a formação de florestas de bolso nas proximidades das escolas. Com objetivos muito saudáveis: atenuar a temperatura e fomentar nos educandos a preocupação ecológica, fórmula eficaz de adaptação dos municípios às demandas geradas pelo verdadeiro cataclismo climático.
*José Renato Nalini é Secretário-Executivo das Mudanças Climáticas de São Paulo.
