
Governador Tarcísio de Freitas desenvolve projeto que leva serviços de saneamento para a população das áreas rurais
Da redação da São Paulo Tv jornalista Bene Correa com informações da Agência SP
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), vem investindo em políticas públicas visando a superação de um grande desafio, que é levar saneamento básico para a população que vive longe dos centros urbanos e está estabelecida nas zonas rurais.
Em busca de soluções, o governo paulista vem mapeando áreas rurais, onde moram mais de 1 milhão de pessoas, com o objetivo de criar condições que possam ampliar a oferta de serviços de saneamento para estas famílias, que ao longo dos anos veem este direito negado.

A estratégia adotada combina diagnóstico detalhado, execução de soluções adaptadas ao território e expansão estrutural dos serviços, em linha com o Novo Marco Legal do Saneamento Básico.
Benefício para milhões
Cerca de 1,2 milhão de pessoas vivem em áreas rurais no Estado de São Paulo, o que representa aproximadamente 3% da população, distribuídas de forma dispersa em centenas de municípios.
Esta realidade cria um grande desafio como baixa densidade populacional e limitações à adoção de modelos convencionais de saneamento.
Essas complicações exigem a adoção de novas abordagens específicas e inovadoras que possam atender um direito básico de todo cidadão e levar dignidade para estas pessoas.
Sobre o Censo
Para levantar dados sobre esta realidade, a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) elaborou um Termo de Referência para a realização do Censo Rural do Estado de São Paulo, por meio do Programa Brotar.
A Sabesp, que é a responsável pela iniciativa, está mapeamento aproximadamente 820 mil domicílios e estruturas rurais em 371 municípios.
Desde abril do ano passado, já foram mapeados mais de 545 mil domicílios e cerca de 120 mil foram visitados.
Os dados são coletados em entrevistas comandadas por 550 recenseadores, que buscam informações sobre o acesso à água e esgotamento sanitário.
Essas informações são essenciais para a definição de investimentos, a escolha de tecnologias adequadas e a ampliação da prestação de serviços.
Todo este trabalho faz parte do contexto de modernização do setor e da ampliação da atuação da Sabesp, que desde a concessão promovida pelo governo do Estado, passou a incorporar também áreas rurais.
“Levar saneamento para áreas rurais é também uma questão de qualidade de vida e desenvolvimento estruturado. Estamos avançando para garantir que essas populações tenham acesso a serviços essenciais, com soluções compatíveis com suas realidades”, explica Natália Resende, secretária da Semil.
Água é Vida
As ações diretas realizadas pela Semil são promovidas por meio do programa “Água é Vida”, a partir de convênios que estabelecem a implantação de soluções descentralizadas em municípios como Itapeva, Iporanga, Jacupiranga, Mineiros do Tietê, Borebi, Guaimbê e Murutinga do Sul.
Este modelo já permitiu a implanação de 805 Unidades Sanitárias Individuais de Esgotamento (USIs), adequadas à realidade de áreas com maior dispersão populacional.
A atuação também beneficia populações prioritárias, entre elas 14 comunidades indígenas e quilombolas, totalizando 1.272 domicílios em cinco municípios.
O programa ainda alcança assentamentos rurais autorizados, com 252 domicílios cadastrados em três municípios.
A estratégia estadual de saneamento rural se estrutura em três frentes integradas:
- Diagnóstico em larga escala
- Execução focalizada
- E expansão estrutural dos serviços.
Desta forma, São Paulo avança para uma nova fase, orientada por dados e alinhada às diretrizes nacionais de universalização.
O modelo posiciona o estado como referência no país, sendo o único com contratos de concessão que incluem explicitamente a universalização do saneamento também nas áreas rurais, ampliando o acesso, promovendo saúde pública e impulsionando o desenvolvimento sustentável no campo.
