
Linha 17-Ouro inaugurada por Tarcísio de Freitas entra em operação com gratuidade por seis meses
Da redação da São Paulo Tv jornalista Bene Correa com informações do g1 e Agência SP
Nos próximos seis meses, quem utilizar a nova Linha 17-Ouro do monotrilho não vai pagar a passagem, de acordo com o Metrô de São Paulo.

No entanto, os passageiros terão de pagar caso queiram acessar as linhas 5-Lilás e 9-Esmeralda, que fazem conexão com a nova linha.
A partir desta quarta-feira (1), os trens circulam entre 10h e 15h, de segunda a sexta-feira, inclusive nos feriados. A previsão do governo paulista é de que daqui a três meses a linha esta operando plenamente.

“Essa fase vai até o final de setembro. Tem tudo para que a gente consiga, evidentemente, fazer uma avaliação de toda integração de protocolos em função de segurança dos passageiros e colaboradores. Nessa operação inicial, não haverá cobrança de tarifa neste momento”, afirmou Milton Junior, gerente de operações do Metrô.
Os passageiros já podem utilizar sete das oito estações da linha:
- Morumbi (integração com a Linha 9-Esmeralda)
- Chucri Zaidan
- Vila Cordeiro
- Campo Belo (integração com a Linha 5 Lilás)
- Vereador José Diniz
- Brooklin Paulista
- Aeroporto de Congonhas
Inauguração
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicano) participou da inauguração da Linha 17-Ouro do Metrô, nesta terça-feira (31).
A nova linha amplia a mobilidade na Região Metropolitana, ligando o Aeroporto de Congonhas à rede metroferroviária, pelas linhas 9-Esmeralda e 5-Lilás.
O ramal tem 6,7 quilômetros de extensão e deve transportar diariamente cerca de 100 mil passageiros quando atingir a operação plena, prevista para outubro. O valor total investido no projeto chegou a R$ 5,97 bilhões.
Obra para a Copa 2014
Inicialmente, a linha deveria ter sido inaugurada em 2014, para facilitar a mobilidade dos torcedores brasileiros e estrangeiros durante a Copa do Mundo de Futebol.
No entanto, as obras foram paralisadas antes da Copa e retomadas somente em setembro de 2023 já na gestão do governador Tarcísio de Freitas.
“Hoje não estamos simplesmente entregando uma linha, estamos encerrando um ciclo de atraso. Durante anos, convivemos com uma estrutura que consumiu recursos e ficou parada. Obra parada não tem valor presente e não ajuda o cidadão. Precisávamos tomar a frente e resolver, não dava para conviver com atraso e aceitar o desperdício. Tínhamos que virar essa página e retomar a confiança. Esse governo veio para trazer a solução. Estamos dando um passo grande hoje, com a interligação do aeroporto de Congonhas ao sistema, tornando essa rede mais conectada”, afirmou o governador.
Tarcísio anunciou no evento de inauguração que já autorizou a expansão da linha, com mais 4,6 km de extensão e quatro novas estações: - Américo Maurano
- Vila Paulista
- Panamby
- Paraisópolis, que integrará pela primeira vez uma das maiores comunidades da capital ao sistema de transporte sobre trilhos.
“Concluímos a obra para dar outros passos, com firmeza e responsabilidade. Autorizamos hoje o projeto de extensão para mais quilômetros de linha 17, que leva o metrô a Paraisópolis e conecta a Linha 4-Amarela”, afirmou Tarcísio.
Início das operações
Inicialmente, a Linha 17-Ouro vai funcionar com a circulação de dois trens, com tempo de espera médio entre 7 e 14 minutos, em formato de shuttle, ou seja, cada composição vai e volta pela mesma via, em ambas as vias.
As viagens, que vão ligar o Aeroporto de Congonhas à Estação Morumbi, contarão com a supervisão de funcionários embarcados.
Este procedimento, que é padrão nas novas linhas de metrô, permite acompanhamento técnico e regulações dos sistemas e a verificação contínua da confiabilidade operacional.
O objetivo deste processo é garantir segurança e qualidade no atendimento aos passageiros, desde o início do serviço até a evolução para a operação em tempo integral, das 4h40 à 0h.
Trens tecnológicos
Cada um dos 14 trens da frota, todos já fabricados na China, tem capacidade para 616 passageiros.
Desse total, 11 unidades já estão no Pátio Água Espraiada, sendo oito já comissionadas, que é o processo de cumprimento dos protocolos de testes de segurança e liberação para operar.
As outras três composições estão a caminho do Brasil por navio e a utilização de mais trens na operação comercial é ampliada gradualmente conforme o crescimento da demanda, seguidas de ajustes nos sistemas de controles. O investimento foi de R$ 989 milhões.
Os trens desta linha foram projetados para funcionar com o sistema UTO (Unattended Train Operation), sem condutor, com controle por sinalização CBTC.
Cada composição é formada por cinco carros, com passagem livre entre eles, ar condicionado, iluminação em LED, câmeras de vigilância, sistemas de detecção e combate a incêndio e tração sobre pneus.
Um dos destaques é o conjunto de baterias embarcadas, que permite ao trem se deslocar mesmo em caso de falta de energia, reforçando a segurança e a confiabilidade da operação.
Novidades
O monotrilho oferece vantagens em alguns cenários, como o eixo da Av. Roberto Marinho, por ser elevado e ocupar os canteiros centrais, o que reduz desapropriações e impacto nos bairros.
Suas estações têm infraestrutura completa, com elevadores, escadas rolantes, paraciclos e integração com ciclovias. Além disso, sua implantação requalifica o entorno com áreas verdes, paisagismo e conexões cicloviárias contínuas, como já visto na Linha 15 Prata.
Meio Ambiente
A operação elétrica do sistema também garantirá uma redução anual de 25.937 toneladas de emissões de poluentes e gases de efeito estufa, reforçando o compromisso ambiental da empresa.
O novo eixo de transporte ainda contribuirá para reduzir significativamente o uso do transporte individual, com economia estimada de 11,7 milhões de litros de combustíveis por ano, diminuindo congestionamentos e incentivando deslocamentos sustentáveis.

