
Água: até 12/4 no MIS
*José Renato Nalini
Até dia 12 de abril, quem quiser poderá visitar a instigante exposição de fotos de Érico Hiller, chamada “Água”, no MIS – Museu da Imagem e do Som de SP, na Avenida Cidade Jardim, 158.
O famoso fotógrafo é um devotado ambientalista que percebeu que a água é um bem finito e não tem sido tratado com o respeito devido. O mundo inteiro padece por falta ou por transitório excesso de água. Embora mais de 70% do planeta seja líquido, água potável está rareando. E sua falta significa piora na saúde e na qualidade de vida.

Todos os humanos devem se preocupar com a escassez hídrica, grave e crescente ameaça que recai sobre a maior cidade brasileira, a cosmopolita e complexa capital paulistana, cujos reservatórios estão aquém da capacidade. Pior do que isso, a contaminação é real, com o despejo de esgoto in natura, microplástico, resíduos fármacos e cocaína, expelida na urina em quantidades alarmantes.
A visita à exposição de Érico Hiller é também a oportunidade de assistir a um filme muito bem feito. São alguns minutos que mostram o empenho desse artista ecológico, também autor do livro “Água”, poderoso manifesto contemporâneo a respeito desse líquido que, se vier a faltar, não haverá sobrevivência no planeta Terra.
O fenômeno do colapso hídrico é universal, o que pode ser visto na exposição “Água”, pois há belíssimas fotos que retratam situações de penúria em lugares como a Etiópia, a Índia, a Jordânia, a Bolívia e outros países. A preocupação é mundial, mas o foco deve ser esta concentração de treze milhões de pessoas que correm o risco de ficar sem água para beber. O que será de São Paulo se não tivermos coragem e juízo suficiente para recuperar corpos d’água, salvar as represas contaminadas e cobrar o saneamento universal com a maior rapidez possível?
*José Renato Nalini é Secretário-Executivo das Mudanças Climáticas de São Paulo.
