
Guerra no Oriente Médio: governo dos EUA orienta cidadãos norte-americanos a deixarem a região
Da redação da São Paulo Tv jornalista Bene Correa om informações do UOL imagem produzida
O Departamento de Estado dos Estados Unidos divulgou um comunicado orientando que cidadãos norte-americanos deixem 14 países da região do Oriente Médio. A orientação veio logo após aos ataques realizado pelos Estados Unidos e Israel ao Irã.

A Secretária de Estado Adjunta para Assuntos Consulares, Mora Mamdar, alertou que a retirada deve ser imediata, em razão de sérios riscos de segurança. O alerta foi dado a pedido do secretário de Estado, Marco Rubio.
Entre os países citados estão Israel e Emirados Árabes Unidos. A Arábia Saudita, onde uma embaixada dos EUA foi atingida ontem, e o Líbano, que convive com ataques aéreos e segue na iminência de uma incursão terrestre de Israel, também foram colocados como países perigosos para estadia.
O Departamento de Estado solicita que os norte-americanos busquem transportes disponíveis para deixar os países e aqueles que não conseguirem sair devem buscar assistência consular por telefone.
Na lista de países desaconselhados pelos EUA estão:
- Bahrein
- Egito
- Irã
- Iraque
- Israel
- Jordânia
- Kuwait
- Líbano
- Omã
- Catar
- Arábia Saudita
- Síria
- Emirados Árabes Unidos
- Iêmen
Ataque coordenado
Os Estados Unidos, junto com Israel, lançaram na madrugada de sábado um ataque coordenado contra o Irã. Por outro lado, autoridades iranianas disseram ter retaliado atacando bases militares americanas no Oriente Médio.
O presidente dos Estados Unidos, DonaldoTrump, disse que o objetivo da ação era defender o povo americano.
As explosões foram ouvidas em outras quatro cidades do Irã, Isfahan, Qom, Karaj, Kermanshah. O tráfego aéreo foi suspenso no país e os serviços de telefonia e internet apresentam falhas graves, segundo jornalistas locais.
Em resposta ao ataque, Israel foi atacado com mísseis pelas forças iranianas. Por precaução, escolas e prédios públicos em Jerusalém permanecerão fechados até a tarde de segunda-feira (2).
Contra-ataque iraniano
O Irã lançou ataques contra instalações militares dos EUA, alvejando instalações localizadas no Qatar, no Kuwait, nos Emirados Árabes Unidos, no Bahrein, na Jordânia e no norte do Iraque.
Alerta ao Irã
O presidente norte-americano, Donald Trump, disse que o Irã não acatou suas recomendações anteriores.
“Avisamos para não tentarem reconstruir as instalações em uma nova localização, mas eles ignoraram as ordens e continuaram a fazer as armas nucleares”, falou em coletiva de imprensa sobre a operação militar.
Trump disse ao New York Post que não descarta o uso de tropas terrestres.
“Não me acovardo em relação às tropas no terreno, como todos estes presidentes que dizem: ‘Não haverá tropas no terreno’. Eu digo que provavelmente não precisamos delas, mas usaremos, se for necessário”.
Segundo Trump, o governo iraniano teria se recusado a cessar sua busca por armas nucleares.
“O regime já possuía mísseis capazes de atingir a Europa e nossas bases, tanto locais quanto no exterior, e em breve teria mísseis capazes de atingir nossa bela América”, disse ele. No entanto, o Irã nega as acusações.
Objetivo dos ataques
De acordo com Trump, a guerra teria quatro objetivos: - Destruir a capacidade de produção de mísseis do Irã
- Aniquilar a marinha
- Impedir que obtenham armas nucleares
- E acabar com o financiamento iraniano de grupos terroristas na região
