
São Paulo sempre na frente
*José Renato Nalini
A cidade de São Paulo está na dianteira quanto ao enfrentamento da seríssima crise climática mundial. Tudo aquilo que interessa à proteção da cidadania entra no radar da gestão Ricardo Nunes. Não bastasse a criação da Secretaria Executiva de Mudanças Climáticas, a elaboração do PlanClima, em vigência desde 2021 e hoje totalmente revisado e atualizado, a maior cidade do Brasil tem um Orçamento Climático, algo inédito entre capitais.
Incumbe à Seclima o monitoramento da execução desse plano de investimentos direcionado a mitigar os efeitos dos fenômenos extremos e a adaptar a cidade para o cataclismo que se intensificará e acontecerá cada vez com frequência maior.

Mas as frentes de trabalho são múltiplas. A importância de São Paulo faz com que ela também intensifique os convênios com outras grandes cidades do planeta. Assim, tem um convênio com Copenhague, que visa implementar a melhor eficiência energética nos próprios municipais.
Além da economia no uso da energia elétrica, do gás e da água, o convênio contempla também o adequado tratamento dos gases refrigerantes, que são os utilizados nos sistemas de refrigeração. Eles são até mais nocivos do que a gasolina e óleo diesel. Entretanto, por desconhecimento, são ignorados na maior parte do mundo. Existe o Protocolo de Montreal, de 1987, ratificado pela emenda de Kigali, de 2016. Se houver o controle desses gases, a Terra pode evitar um aquecimento de 0,4º até 2100. Parece pouco, mas é o controle de todas as emissões que vão ajudar o ser humano se salvar e não perecer pelo crônico mau uso dos recursos naturais.
Copenhague e São Paulo aprendem juntos, experimentam juntos as novas técnicas e, com certeza, tornarão suas cidades um ambiente melhor para ambas as populações.
*José Renato Nalini é Secretário-Executivo das Mudanças Climáticas de São Paulo.
