
Anderson Pomini, presidente da APS, diz que nova sede da PF no Porto de Santos será entregue em 3 anos
Da redação da São Paulo Tv jornalista Bene Correa com informações do G1
A nova sede da Polícia Federal no Porto de Santos, no litoral de São Paulo, será entregue em até três anos e meio a partir de 2026.
O presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini, revelou que o investimento de R$ 58 milhões será feito pela Ferrovia Interna do Porto de Santos (Fips).

De acordo com Pomini, a APS abriu mão de um crédito com a Fips por considerar estratégica a nova sede da PF. Segundo ele, “passa um recado de segurança, passa um recado de força institucional”.
Localização
O prédio ficará em área próxima ao Mercado de Peixes, ocupando uma área de 5,8 mil m². O projeto foi idealizado para que o espaço integre as unidades de polícia judiciária, administrativa e o Núcleo Especial de Polícia Marítima (Nepom).
“O projeto já está pronto, a gente já tem recurso financeiro, já tem os documentos que foram assinados”, afirmou Pomini.
De acordo com a APS, o memorando de entendimento foi assinado em setembro e a contratação do projeto executivo ocorreu neste mês.
“É um projeto importante porque a gente crava na entrada do Porto de Santos a instituição brasileira que tem responsabilidade pela segurança da entrada e saída das mercadorias e pelo combate ao crime organizado, principalmente o tráfico de drogas”, disse Pomini.
Sobre a FIPS
A Ferrovia Interna do Porto de Santos (FIPS) foi criada em 2022, por meio de uma parceria entre Rumo, MRS e VLI.
Em setembro de 2023, o grupo fechou contrato com o governo federal para administrar a operação, manutenção e expansão da malha ferroviária do porto, por 35 anos.
O contrato é associativo, o que permite a adesão a cada dois anos de novas operadoras ferroviárias na FIPS. Este modelo amplia a competitividade e abre espaço para empresas interessadas em participar da gestão.
O acordo estabelece que a FIPS tem que investir ao menos R$ 891 milhões nos primeiros cinco anos. Os créditos citados por Anderson Pomini decorrem justamente desses aportes obrigatórios previstos no contrato.
