
Alckmin projeta avanço nas negociações com os EUA e reforça agenda de reindustrialização do Brasil
Da Redação da São Paulo Tv jornalista Bene Correa e Beatriz Ciglioni
O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta quarta-feira que as próximas etapas da negociação comercial com os Estados Unidos tendem a ser positivas para o Brasil, especialmente na retirada gradual das tarifas impostas a produtos brasileiros durante o período conhecido como “tarifaço”. Segundo Alckmin, o total de bens ainda afetados pelas sobretaxas caiu de 36% para 22%, um recuo considerado significativo pelo governo brasileiro.
A declaração foi dada durante entrevista ao programa ReConversa, apresentado pelo jornalista Reinaldo Azevedo, no YouTube. Com o tom pragmático que marca sua atuação no diálogo internacional, Alckmin reforçou que o processo avança, mas depende da dinâmica interna dos EUA. “Essas coisas não dependem de nós. Se dependesse de nós, era 100% para resolver. Eu acredito que vai passo a passo. Eles, os americanos, estão tirando tarifas em etapas. Eu diria que as próximas etapas vão ser positivas”, afirmou.

Além das negociações tarifárias, Alckmin tem atuado em uma agenda intensa de fortalecimento da indústria nacional. Nos últimos meses, o vice-presidente tem conduzido missões internacionais para ampliar investimentos no setor automotivo, em energia limpa, semicondutores e na transição ecológica — áreas consideradas estratégicas para reposicionar o Brasil na economia global. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que a política de neoindustrialização, lançada neste ano, já mobiliza mais de R$ 300 bilhões em investimentos anunciados por empresas nacionais e estrangeiras.
No campo diplomático, Alckmin também reforçou o papel do Brasil como articulador de consensos entre economias emergentes e desenvolvidas. Em agendas recentes, incluindo encontros com autoridades dos EUA, União Europeia e países asiáticos, o vice-presidente tem defendido a diversificação da pauta exportadora brasileira e a redução de barreiras comerciais que limitam o acesso de produtos nacionais a mercados de alto valor agregado. Para ele, a ampliação dessas parcerias impulsiona inovação, produtividade e geração de empregos qualificados.
A negociação com os Estados Unidos é vista pelo governo como uma etapa crucial para consolidar um ambiente comercial mais equilibrado, especialmente para setores como aço, alumínio, químicos e manufaturados. Ao longo dos próximos meses, a expectativa é de que novas decisões sejam anunciadas pelo Departamento de Comércio dos EUA, abrindo caminho para uma relação bilateral mais fluida e favorável à indústria brasileira.
Com sua postura conciliadora e foco no desenvolvimento sustentável, Alckmin reforça a diplomacia econômica como instrumento de fortalecimento da soberania produtiva do país. Para a sociedade, as tratativas em andamento representam mais competitividade, mais empregos e maior presença do Brasil nas cadeias globais de valor — um movimento estratégico em um mundo que se reorganiza em torno da inovação, da transição energética e de novas tecnologias industriais.
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