
Lula e Trump acertam reforço urgente na cooperação contra o crime organizado internacional
Reportagem especial da São Paulo Tv Samys Montanaro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve, na tarde desta terça-feira (2), uma conversa telefônica de quarenta minutos com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em que afirmou ser urgente ampliar a cooperação entre os dois países para enfrentar o crime organizado internacional. O contato ocorre poucos meses depois de uma megaoperação da Polícia Federal revelar ramificações externas de facções brasileiras, especialmente do Primeiro Comando da Capital (PCC), e acender um alerta no governo brasileiro sobre a necessidade de articulação global.
Segundo nota oficial do Palácio do Planalto, Lula destacou que o Brasil avançou ao asfixiar financeiramente organizações criminosas, mas que as investigações recentes mostraram estruturas operando fora do país, com uso de empresas de fachada, criptoativos, operadores estrangeiros e redes de lavagem de dinheiro. Para o presidente, o cenário atual exige integração mais profunda com agências norte-americanas especializadas em inteligência, rastreamento digital e bloqueio de ativos.
A Casa Branca sinalizou alinhamento. De acordo com a presidência brasileira, Trump afirmou que os Estados Unidos estão totalmente dispostos a trabalhar ao lado do Brasil e apoiar operações conjuntas. Washington também demonstrou interesse em ampliar o intercâmbio de informações entre FBI, Homeland Security, DEA e Polícia Federal, além de fortalecer o monitoramento de movimentações financeiras conectadas a redes criminosas latino-americanas.


A conversa entre os dois presidentes ocorre em um momento em que a geopolítica do crime se transforma rapidamente. A estrutura das facções brasileiras se expandiu para outros continentes, seguindo modelos corporativos de atuação, diversificação de investimentos ilícitos e contratação de especialistas em tecnologia e criptografia. Para analistas, o combate eficiente a esse tipo de organização depende de cooperação real-time entre países, especialmente entre Brasil e Estados Unidos, que detêm algumas das ferramentas de rastreamento mais avançadas do mundo.
Diplomatas brasileiros afirmam que o telefonema teve tom pragmático, com ambos os líderes defendendo respostas imediatas. Lula teria reforçado que a segurança pública brasileira depende de integração transnacional, enquanto Trump garantiu que a colaboração será tratada como prioridade. Os dois presidentes concordaram em retomar a conversa nas próximas semanas para estabelecer um plano de ação bilateral.



Com o telefonema, Brasil e Estados Unidos reabrem um eixo de cooperação que deve influenciar investigações, operações financeiras e políticas de segurança nos próximos meses. Em um cenário em que facções já operam como redes multinacionais, a articulação entre os dois países tende a se tornar um dos principais instrumentos de combate ao crime organizado no hemisfério.

