
Faixa Azul: política pública criada em São Paulo com apoio de Ricardo Teixeira inspira plano nacional do governo Lula
Por Redação – São Paulo TV Broadcasting
A Faixa Azul, solução de segurança viária que nasceu nas avenidas de São Paulo para proteger motociclistas, está prestes a dar um salto histórico: transformar-se em política pública nacional, em iniciativa encampada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com regulamentação em fase final pelo Ministério dos Transportes e pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).

No centro dessa história está uma construção que mistura técnica, pressão social e articulação política – na qual o atual presidente da Câmara Municipal de São Paulo, vereador Ricardo Teixeira (UNIÃO), tornou-se um dos principais porta-vozes dos motociclistas e defensores da Faixa Azul, a ponto de ser chamado em seus próprios canais de comunicação de “pai da Faixa Azul”, após anos de mobilizações, audiências públicas, motociatas e diálogo permanente com a prefeitura, CET e governo federal.
Como nasceu a Faixa Azul em São Paulo

O projeto Faixa Azul começou como experiência pioneira na Avenida 23 de Maio, em janeiro de 2022, a partir de autorização do Contran/Senatran para que a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-SP) testasse uma faixa preferencial para motos entre as duas pistas mais à esquerda do Corredor Norte–Sul.
A ideia era simples e radical ao mesmo tempo: pegar o “corredor” onde os motociclistas já circulavam, demarcar esse espaço com pintura azul no chão e sinalização vertical, e transformar o caos em regra clara. Estudos da CET indicaram, ainda no primeiro ano, dois resultados muito fortes:
- redução de mais de 50% nos sinistros (acidentes) com motos no trecho analisado da 23 de Maio;
- nenhum óbito de motociclistas no período observado após a implantação da Faixa Azul piloto.Serviços e Informações do Brasil+1
A partir daí o modelo foi ampliado para a Avenida dos Bandeirantes e, gradualmente, para outros eixos estruturais, sempre sob autorização renovada da Senatran e acompanhamento técnico do Ministério dos Transportes. Em 2023, o governo federal autorizou a expansão da Faixa Azul em 17 avenidas paulistanas, consolidando São Paulo como laboratório nacional dessa política pública.
Em 2025, dados da Prefeitura e da CET mostram que a cidade já soma mais de 230 km de Faixa Azul em 46 vias, com forte queda de mortes de motociclistas nas regiões contempladas. Um balanço divulgado pelo Ministério dos Transportes registrou, por exemplo, zero óbitos no trecho original da 23 de Maio desde o início do projeto e reduções importantes de sinistros graves, reforçando a eficácia da solução.
O papel de Ricardo Teixeira na consolidação do projeto

Antes de se tornar presidente da Câmara, Ricardo Teixeira abraçou a pauta dos motociclistas quando o projeto ainda era alvo de desconfiança e polêmica. Em artigos, vídeos e mobilizações, passou a defender publicamente a Faixa Azul como política de Estado, não apenas como teste pontual.
Entre as ações que marcam essa trajetória:
- Articulação com os “motocas” – organização e participação em motociatas e encontros com entregadores, motofretistas e motociclistas em geral, em defesa da ampliação das faixas e de bolsões de estacionamento seguro, reforçando a Faixa Azul como conquista da categoria.blog.vereadorricardoteixeira.com.br+2Instagram+2
- Pressão institucional – acompanhamento das implantações em novas avenidas, como na Radial Leste, Washington Luís, Jacu-Pêssego e Avenida do Estado, cobrando cronograma, transparência e expansão da política para as regiões com maior índice de sinistros.blog.vereadorricardoteixeira.com.br+2Portal da Câmara Municipal de São Paulo+2
- Produção de evidências políticas – em textos assinados e pronunciamentos, Ricardo Teixeira passou a destacar os números da CET: em 15 meses de Faixa Azul em trechos como 23 de Maio e Bandeirantes, não houve mortes de motociclistas e os acidentes graves caíram sensivelmente, argumento que ajudou a convencer céticos dentro e fora da cidade.Orbis News+1
Nas redes sociais e em reuniões com o Executivo municipal, Teixeira frequentemente recupera a narrativa de que a Faixa Azul “foi criada para garantir mais segurança aos motocas nas ruas de São Paulo” e que o sucesso do modelo abre caminho para sua adoção em outras capitais.
De experiência paulistana a modelo nacional
O salto da Faixa Azul de projeto experimental em São Paulo para referência nacional começou quando o Ministério dos Transportes, ainda em 2023, não apenas autorizou sua ampliação na capital, como também passou a tratar o modelo como política estratégica de segurança viária para motociclistas – a categoria que mais morre no trânsito brasileiro.
Em 2025, a discussão avançou: reportagens da imprensa nacional revelam que o governo Lula está em fase final de estudos para editar uma norma federal liberando e padronizando faixas exclusivas para motos, “aos moldes da Faixa Azul de São Paulo”, para todas as cidades do país. A regulamentação, segundo o Ministério dos Transportes e a Senatran, deve firmar critérios de largura, sinalização, limites de velocidade e relatórios obrigatórios de sinistros para qualquer município que queira implementar o modelo.
O objetivo declarado é claro: organizar o fluxo de veículos, reduzir conflitos entre carros e motos e, principalmente, diminuir mortes e lesões graves – um desafio urgente em grandes centros urbanos e em cidades médias que viram a frota de motocicletas explodir nos últimos anos.
Ao mirar a Faixa Azul paulistana como referência, o governo federal reconhece a importância da combinação entre inovação técnica (via CET) e pressão social e política local – protagonizada, entre outros, por lideranças como Ricardo Teixeira e pelos coletivos de motociclistas – que transformou uma ideia de corredor sinalizado em política de proteção à vida.
Por que a Faixa Azul é vista como política pública estratégica
Os dados ajudam a entender por que a Faixa Azul rompeu a barreira do “experimento” e entrou no radar de Brasília:
- Redução de mortes: na 23 de Maio, não houve registro de óbitos de motociclistas após a implantação da Faixa Azul no período avaliado pelo Ministério dos Transportes e pela CET.Serviços e Informações do Brasil+1
- Queda de acidentes graves: relatórios técnicos apontam quedas superiores a 50% nos sinistros em determinados trechos sinalizados, além de forte percepção de segurança por parte dos usuários.Prefeitura de São Paulo+1
- Aprovação dos motoristas e motociclistas: pesquisa da CET indica que quase 97% dos motociclistas e 87% dos motoristas avaliam a Faixa Azul como benéfica para a mobilidade e para a cidade, mostrando que a medida reorganiza o trânsito sem “empurrar” o problema para outro lugar.Prefeitura de São Paulo
Na prática, a Faixa Azul delimita um espaço claro para as motos no corredor entre as duas faixas de rolamento mais à esquerda, especialmente em momentos de congestionamento. Isso aumenta a previsibilidade dos movimentos, reduz zigue-zague e freada brusca, e diminui a exposição dos motociclistas a pontos cegos de carros e caminhões.
Do laboratório paulistano para as ruas do Brasil
A regulamentação federal em estudo deve permitir que prefeituras de todo o país adotem Faixas Azuis inspiradas na experiência paulistana, com acompanhamento técnico da Senatran e do Ministério dos Transportes. A capital paulista, que arriscou ser o laboratório dessa política, colhe agora o resultado: menos mortes, mais organização no trânsito e o reconhecimento de que inovação em segurança viária pode, sim, nascer da combinação entre gestão municipal, pressão da sociedade e liderança política.
Para o presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Ricardo Teixeira, a consolidação da Faixa Azul como política pública nacional é também uma vitória simbólica dos motociclistas que transformaram dor em mobilização, e da cidade que ousou testar um modelo novo quando o padrão era apenas conviver com o caos.
