
Dr. Gilberto Natalini leva reflexões de politicas publicas de São Paulo ao centro do debate climático: articulação nacional, encontros estratégicos e agenda proativa na COP 30
Redação da São Paulo TV – Cobertura Especial COP 30 | Beatriz Ciglioni fotos da rede de Natalini https://www.instagram.com/p/DQ6nY3hDt4-/?igsh=MW12YXFmOTU2bjV4YQ==
Na COP 30, a cidade de São Paulo não se apresenta apenas como observadora: assume papel ativo. E um dos rostos mais presentes nessa atuação é o do médico e ambientalista Gilberto Natalini, ex-vereador por seis mandatos e ex-secretário da Prefeitura de São Paulo, que leva para Belém sua experiência de décadas na interseção entre saúde pública, políticas ambientais e governança urbana.

Natalini participa da conferência com uma agenda proativa, articulando diretrizes nacionais e internacionais de sustentabilidade e buscando construir pontes entre a diplomacia climática global e as ações concretas nas cidades. Em suas redes sociais, o médico reforçou sua posição de trabalho intenso na cúpula: “Ontem na COP 30, participei da mesa Turismo Sustentável, do Ministério do Turismo do Brasil. São Paulo é a Cidade dos eventos. Um desafio. E a Afpesp tem prática de turismo sustentável.” O registro indica o foco central de sua presença: transformar o turismo — especialmente o turismo de eventos — em vetor estratégico da transição ecológica.
Sua agenda ganhou ainda mais relevância pelo diálogo com grandes lideranças do ecossistema climático. “Encontrei aqui e conversei bem com a Ministra Marina Silva. Está animada e atenta”, escreveu. No mesmo dia, registrou encontro com o climatologista Carlos Nobre, um dos cientistas brasileiros mais respeitados do mundo, referência nos estudos sobre Amazônia e aquecimento global. E completou: “Ontem na chegada à COP 30, com o Governador do Pará, Elder Barbalho, anfitrião do encontro. Em Belém tem 194 países e 47 mil pessoas na COP. Espero que tenhamos avanços concretos.” A fotografia política se amplia: Natalini consegue transitar entre governo federal, lideranças científicas e autoridades estaduais, fortalecendo a articulação entre os níveis global, nacional e local.

O eixo central da participação de Natalini se ancora em três princípios. O primeiro é a integração entre saúde, meio ambiente e cidade. Médico formado pela Escola Paulista de Medicina e ativista histórico das causas ambientais, ele sempre defendeu que políticas climáticas não podem caminhar separadas da política urbana e muito menos da saúde pública. O segundo é a defesa do turismo sustentável como política estruturante. Para ele, não há como uma cidade como São Paulo — que recebe mais de 15 milhões de visitantes anuais e é palco dos maiores eventos da América Latina — fugir da responsabilidade de inovar no uso de energia, mobilidade, gestão de resíduos e infraestrutura de eventos. O terceiro é a governança multiescalar: somente a cooperação entre cidades, estados, governo federal e organismos internacionais pode transformar a COP de discurso em resultado.

A presença de Natalini na COP 30 serve como termômetro e como ponte. Em Belém, onde 194 países e mais de 47 mil pessoas participam da conferência, ele leva temas que costumam ficar distante das grandes plenárias — como o papel dos municípios, o impacto do turismo e a relação orgânica entre saúde pública e meio ambiente — para o centro das discussões. Sua atuação mostra que a transição climática não nasce apenas nos encontros diplomáticos: nasce nos territórios, nas prefeituras, nas comunidades, nos sistemas de saúde, na forma como as cidades pensam o amanhã.

Para a São Paulo TV, a cobertura desse movimento tem um valor especial. São Paulo é uma metrópole que carrega grandes tensões e grandes possibilidades. É a cidade dos eventos, da cultura, dos negócios, da ciência e da inovação. Mas também é a cidade que enfrenta enchentes, ilhas de calor, pressão sobre o transporte, desigualdade socioambiental e desafios de governança para lidar com eventos extremos. A agenda que Natalini leva à COP 30 dá nome e direção a essas transformações possíveis.

Ao acompanhar sua atuação, a São Paulo TV mostra o que precisa ser visto: a COP não é apenas a vitrine do mundo; é o espelho no qual cada cidade revisa o seu próprio futuro. E a presença de figuras como Gilberto Natalini oferece um sinal claro de que São Paulo quer estar — e precisa estar — na linha de frente da ação climática global.


