
Gestão Ricardo Nunes coloca São Paulo na liderança dos ônibus elétricos: menos CO₂ no ar, saúde pública protegida e clima agradece
Da Redação São Paulo TV — Bene Corrêa e Bia Ciglioni
São Paulo cruza um marco histórico nesta segunda, 3 de novembro de 2025: a apresentação de mais 60 ônibus elétricos faz a cidade ultrapassar 1.000 veículos elétricos em operação, consolidando a maior frota do país e acelerando a curva de descarbonização do transporte público. O ato ocorre às 16h, na Praça Charles Miller (Pacaembu), com o secretário Celso Caldeira (Mobilidade Urbana e Transporte) e o diretor-presidente da SPTrans, Victor Hugo Borges.

Por que isso importa (para o clima e para a sua respiração)
A Lei Municipal 16.802/2018 exige reduções ambiciosas nas emissões do sistema de ônibus: –50% de CO₂, –80% de NOx e –90% de material particulado até 2028, com eliminação do CO₂ fóssil até 2038. A eletrificação é a rota mais eficiente para cumprir as metas, segundo análises técnicas do ICCT e parceiros.
Impacto direto de cada ônibus elétrico: estimativa da Prefeitura, citada pela Brasil Energia, aponta que cada substituição de um ônibus a diesel por um elétrico evita cerca de 106 toneladas de CO₂ por ano. Isso também corta NOx e particulados, poluentes ligados a asma, AVC e doenças cardiovasculares.
Efeito de escala: com 1.000 ônibus, estamos falando de aproximadamente 106 mil toneladas de CO₂ por ano que deixam de ser lançadas na atmosfera — benefício climático equivalente, em ordem de grandeza, a milhões de árvores em crescimento por ano (comparações usadas pela própria Prefeitura em anúncios anteriores).

O que a gestão Nunes já entregou — e o que vem na sequência
Escalonamento rápido em 2025: em 22 de setembro, a Prefeitura apresentou mais 120 ônibus, elevando a frota a 760 veículos a bateria (e 961 ao somar trólebus). Em 3 de novembro, chegam mais 60, ultrapassando 1.000 elétricos. A meta pública divulgada em setembro projeta cerca de 1.200 até o fim do ano.
Infraestrutura e inovação: a cidade vem incorporando soluções como sistemas de armazenamento de energia (BESS) nas garagens, superarticulados elétricos e integração operacional para ampliar autonomia e disponibilidade da frota. Estudos técnicos (ICCT/ITDP) respaldam a competitividade dos elétricos no custo total ao longo do ciclo de vida.
Transparência e metas: a capital mantém monitoramento setorial das emissões, alinhado à lei e a ferramentas de acompanhamento divulgadas por organizações independentes.

Analogias de impacto: como “cada 100 ônibus elétricos” mudam o jogo
Usando a referência de 106 toneladas de CO₂ por ônibus por ano:
+100 ônibus → 10.600 toneladas de CO₂ por ano a menos;
+500 ônibus → 53.000 toneladas de CO₂ por ano a menos;
+1.500 ônibus (patamar já em planejamento nacional e factível para São Paulo) → 159.000 toneladas de CO₂ por ano evitadas.
Essas reduções se somam a ganhos locais de qualidade do ar, pois ônibus elétricos não emitem NOx e material particulado no escapamento — os poluentes mais associados a internações e mortalidade por doenças respiratórias.

Contexto e serviço
Evento: Entrega do 1.000º ônibus elétrico
Quando: segunda, 3 de novembro de 2025, às 16h
Onde: Praça Charles Miller – Pacaembu
Presenças: Secretário Celso Caldeira (Mobilidade Urbana e Transporte) e Victor Hugo Borges (SPTrans).
Pano de fundo técnico
Estudos recentes do ICCT e do ITDP Brasil mostram que a eletrificação é a alternativa de maior benefício climático entre as tecnologias avaliadas para São Paulo, mesmo considerando emissões no ciclo de vida da energia. A troca também reduz ruído urbano e pode diminuir custos operacionais ao longo do tempo — tema que já aparece nas contas públicas locais.

Em resumo: a gestão Ricardo Nunes transformou a eletrificação da frota de ônibus de São Paulo em uma política pública com resultados mensuráveis: emissões em queda, ar mais limpo, saúde protegida e liderança nacional num dos setores que mais pesam no clima urbano. A curva agora é de aceleração — e os gráficos começam a mostrar isso.
