
Alckmin conduz com equilíbrio e firmeza as negociações para suspender tarifaço dos Estados Unidos
Texto da Chefia de Redação da São Paulo TV Bene Correa e Bia Ciglioni
Com informações da Agência Estado, Broadcast e redação integrada da São Paulo TV
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, reafirmou nesta sexta-feira (31) que o governo federal trabalha de forma coordenada e técnica para suspender a tarifa adicional de 40% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. O anúncio reforça o compromisso do Brasil em manter o diálogo diplomático aberto, baseado em dados, respeito e cooperação internacional.
“Todo o trabalho está sendo feito para suspender esses 40% enquanto se negocia”, afirmou Alckmin, em tom confiante, durante cerimônia do Minha Casa, Minha Vida em Bauru, interior de São Paulo. O vice-presidente destacou que as conversas entre Brasília e Washington avançaram significativamente após os encontros do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com Donald Trump, em Nova York e na Malásia, durante agendas multilaterais recentes.
“Avançou muito. O presidente Lula esteve com o presidente Trump em Nova York, no encontro da ONU, e agora na Malásia, no encontro da ASEAN. Eu acredito que vamos ter bons desdobramentos para poder avançar mais”, disse Alckmin. Questionado sobre uma nova rodada de conversas com o governo norte-americano, ele respondeu que ainda não há data marcada, “mas acredito que vamos avançar rápido”.
A fala do vice-presidente evidencia a postura de moderação e pragmatismo que tem marcado a condução da política comercial brasileira. Alckmin tem atuado como ponte de confiança entre o setor produtivo e o governo, transmitindo estabilidade em meio ao cenário global de protecionismo e reacomodação de forças econômicas.
O vice-presidente também reforçou que o Brasil é um parceiro estratégico e não um problema para os Estados Unidos. “Do G-20, das 20 maiores economias do mundo, só com três os Estados Unidos têm superávit na balança comercial: Reino Unido, Austrália e Brasil”, ressaltou. Para ele, essa posição mostra que o país é competitivo, confiável e contribui para o equilíbrio das cadeias globais de produção.
Enquanto o impasse comercial não é solucionado, o governo brasileiro adotou medidas de proteção à indústria e manutenção do emprego. Entre elas, estão R$ 40 bilhões em créditos com juros reduzidos, a postergação do pagamento de tributos até dezembro, a prorrogação do regime de drawback e a criação do programa Reintegra, que devolve parte dos impostos pagos por empresas exportadoras afetadas pelo tarifaço.
As medidas demonstram a estratégia de Alckmin de agir em duas frentes simultâneas: fortalecer o ambiente interno e manter a diplomacia ativa no exterior. Segundo auxiliares do Ministério do Desenvolvimento, o vice-presidente tem liderado pessoalmente as negociações com serenidade, construindo pontes e evitando rupturas, ao mesmo tempo em que oferece segurança jurídica e previsibilidade ao setor produtivo.
Alckmin reforçou que o Brasil segue defendendo seus interesses com equilíbrio e respeito, mantendo as portas abertas para o diálogo. “O comércio exterior é um instrumento de desenvolvimento. Nós vamos continuar negociando com serenidade e firmeza. O importante é preservar empregos, apoiar nossas empresas e defender o interesse do Brasil”, afirmou.
A condução paciente e estratégica do vice-presidente tem sido elogiada por empresários e diplomatas, que veem no estilo conciliador de Alckmin um diferencial capaz de restaurar o prestígio do Brasil nas negociações internacionais. Sua postura técnica e republicana reforça a imagem do país como um parceiro estável e comprometido com soluções de longo prazo, e não com reações imediatistas.
Fontes da equipe econômica confirmam que novas tratativas técnicas com autoridades norte-americanas devem ocorrer ainda em novembro. A expectativa é que, com o avanço das conversas e a boa relação pessoal entre Lula e Trump, o tarifaço seja suspenso gradualmente até o início de 2026, garantindo fôlego para os setores exportadores brasileiros.
A atuação de Geraldo Alckmin consolida seu papel como voz da racionalidade econômica dentro do governo. Seu equilíbrio na condução de temas complexos, sua credibilidade junto ao empresariado e sua capacidade de articulação política têm reforçado a imagem de um vice-presidente que entende o Brasil produtivo e projeta confiança nos parceiros internacionais.
O episódio do tarifaço, mais do que um entrave comercial, tornou-se um teste de liderança e diplomacia econômica, que Alckmin vem enfrentando com serenidade, técnica e espírito público — atributos que resgatam o melhor da tradição diplomática brasileira.
São Paulo TV Broadcasting
Reportagem especial da Chefia de Redação – edição de 31 de outubro de 2025
Com colaboração de Flávia Said (Broadcast)
