
Trump bombardeia o Irã: ofensiva militar reacende crise global e coloca o mundo à beira de uma guerra ampliada no Oriente Médio
Reportagem especial da Redação Internacional da São Paulo TV Broadcasting Bene Corrêa e Beatriz Ciglioni | Edição: Central de Jornalismo
Washington, Teerã e Tel Aviv – Em um movimento dramático e com alto potencial de desestabilização geopolítica, os Estados Unidos, sob comando direto do ex-presidente Donald Trump, realizaram na noite de sábado (22) bombardeios aéreos contra três instalações nucleares do Irã. A operação marca o envolvimento direto de Washington no conflito entre Israel e o regime iraniano e reacende os temores de uma guerra regional com repercussões globais.
Os alvos – Fordow, Natanz e Isfahan – são considerados peças-chave do programa nuclear iraniano. O Pentágono confirmou o uso de bombardeiros B-2 Stealth, mísseis Tomahawk e armas de penetração profunda. O Irã reagiu com veemência e prometeu “resposta histórica”.
ESCALADA GRADATIVA DESDE 2023
O ataque americano é o ápice de uma escalada que começou em outubro de 2023, quando o Hamas iniciou uma ofensiva sem precedentes contra Israel, provocando a guerra em Gaza. Desde então, o conflito se expandiu para o Líbano, a Síria, o Iêmen e as fronteiras do Irã.
A partir de 2024, Israel passou a acusar diretamente o Irã de envolvimento operacional e tecnológico nos ataques coordenados por milícias xiitas. Em junho de 2025, após a morte de um cientista nuclear iraniano num suposto ataque israelense, Teerã ameaçou “resposta total”. Trump respondeu dias depois com a ofensiva militar.
🧭 Linha do tempo: os principais marcos da escalada até os bombardeios
| Data | Evento |
|---|---|
| 07/10/2023 | Hamas realiza ataque massivo contra Israel, matando 1.200 civis. Israel responde com ofensiva em Gaza. |
| Nov-Dez/2023 | Hezbollah (Líbano) e Houthis (Iêmen) começam ataques coordenados contra Israel e navios ocidentais. |
| Março 2024 | O Irã é acusado por Israel de fornecer tecnologia balística avançada aos grupos aliados. |
| Setembro 2024 | Primeiras trocas diretas de mísseis entre Israel e forças iranianas na Síria. EUA enviam porta-aviões para a região. |
| Maio 2025 | Drone iraniano atinge base israelense na Galileia. Benjamin Netanyahu ameaça “resposta devastadora”. |
| 19/06/2025 | Israel lança ataque cirúrgico contra cientistas nucleares em Teerã. Irã promete retaliação. |
| 21/06/2025 (23h30 ET) | Donald Trump autoriza bombardeios aéreos contra três centros nucleares iranianos. |
📌 Táticas empregadas e justificativas
- Utilização de bombas “bunker-buster” (GBU-57/MOP) lançadas por bombardeiros B‑2 Stealth e mísseis Tomahawk de submarinos, focados em instalações subterrâneas profundas en.wikipedia.org.
- A ofensiva, segundo Trump, visa deter o avanço do programa nuclear iraniano, ameaçando uma nova corrida e exigindo que o Irã “faca um acordo ou enfrente mais ataques” theaustralian.com.au+13washingtonpost.com+13usnews.com+13.
- Aconteceu sem autorização prévia do Congresso, provocando críticas de constitucionalistas e de parte do Congresso apnews.com.
- ATAQUE ESTRATÉGICO
As imagens de satélite indicam danos severos às estruturas subterrâneas de Natanz e Fordow, locais onde o Irã mantinha urânio enriquecido a 60%. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) afirmou que perdeu contato com suas equipes de inspeção e teme risco de contaminação. A operação americana não foi autorizada pelo Congresso, o que gerou reações internas nos EUA.
“Trump rompeu com décadas de contenção nuclear e colocou o país em rota direta com o Irã”, afirmou o senador Bernie Sanders.
Já Trump justificou a ação dizendo que o Irã “estava a semanas de obter uma bomba atômica”.
🌍 Reações internacionais e possíveis consequências
- Do Irã: o ministro das Relações Exteriores denunciou os ataques como “repreensíveis” e prometeu retaliação, alegando que “reservam todas as opções” .
- Na ONU: foi convocada reunião emergencial do Conselho de Segurança; o secretário-geral António Guterres pediu diplomacia .
- Aliados regionais: o fechamento de espaços aéreos no Oriente Médio persiste e companhias aéreas evitam rotas pela área .
- Mercados financeiros: observam tensões globais, impacto em preços do petróleo no Estreito de Ormuz e preocupações com oferta .
🧭 Análise dos principais vetores e riscos
| Vetor | Detalhes e riscos |
|---|---|
| Escalação militar | Possibilidade de retaliações iranianas diretas a bases US/Israel; risco de fechamento do Estreito de Ormuz reuters.com. |
| Desgaste político interno (EUA) | Trump rompeu promessas de evitar “guerras idiotas”; há críticas bipartidárias, discussões no MAGA e ameaças de ruptura interna . |
| Reputação internacional | Mudança brusca do discurso isolacionista para intervenção ativa fragiliza a imagem global da diplomacia americana . |
| Consequências para outros cenários (ex: Ucrânia, Ásia–Pacífico) | Potenciais efeitos dominó nas prioridades globais, reduzindo foco na Ucrânia ou na contenção da China . |
| Precedentes constitucionais | A ausência de aprovação explícita do Congresso põe em xeque os limites do poder presidencial . |
Onde estão as Forças dos EUA no Oriente Médio
Cerca de 40 mil tropas americanas estão atualmente na região

Perspectivas para os próximos dias
- O Irã pode adotar retaliações – ataques contra alvos regionais ou fechamento de mar estratégico.
- Discussões emergenciais na ONU e no Congresso americano podem estabelecer parâmetros para o futuro.
- A economia global segue de olho — variações no preço do petróleo e nas bolsas são possíveis conforme o conflito se prolongue.
- OS PRÓXIMOS PASSOS
- Especialistas ouvidos pela São Paulo TV apontam que as próximas 72 horas serão decisivas. Se o Irã retaliar com força, Israel deverá responder com mais intensidade, o que pode levar os Estados Unidos a ampliar seu envolvimento. A Arábia Saudita e os Emirados Árabes tentam mediar uma trégua.
- No campo interno, Trump enfrenta críticas de democratas e republicanos moderados por ter agido sem respaldo legal, embora mantenha apoio do núcleo conservador de sua base eleitoral.

Centro de enriquecimento de Fordow, o local nuclear mais fortemente fortificado do Irã, em 20 de junho de 2025 Foto: Maxar Technologies/AFP
Conclusão
A ação de Trump marca um divisor de águas na política externa americana: simboliza uma virada abrupta entre não intervenções e envolvimento militar direto. As consequências desse movimento definem não só o futuro do conflito Irã-Israel, mas também o equilíbrio global da era pós-oval office e a credibilidade dos EUA como mediador internacional.
