
2026: o novo boom imobiliário já começou e os condomínios estão prontos para isso?
Domichelica Armentano
O mercado imobiliário brasileiro volta a acender um sinal verde. Mesmo em um cenário de juros elevados, os dados apontam algo que poucos estão dizendo com clareza: o próximo ciclo de expansão não é uma promessa distante ele já está em construção.
Especialistas indicam que 2026 pode marcar o início de um novo boom imobiliário, impulsionado por uma combinação poderosa: intenção de compra elevada, investidores mais ativos, lançamentos retomando força e um movimento silencioso de proteção patrimonial.

Mas a pergunta que quase ninguém faz é: o que esse crescimento significa, na prática, para os condomínios?
Metade do país quer comprar e isso muda tudo
Cerca de 50% dos brasileiros manifestam intenção de adquirir um imóvel. Esse dado, por si só, já seria suficiente para aquecer o mercado. Mas há um fator ainda mais disruptivo: a entrada da Geração Z como protagonista nas decisões de compra.
Essa nova geração não busca apenas metragem. Ela exige:
• infraestrutura moderna,
• tecnologia,
• sustentabilidade,
• serviços integrados,
• e condomínios que funcionem como extensões do seu estilo de vida.
O resultado? Empreendimentos mais complexos, mais exigentes e com gestão cada vez mais estratégica.
O “efeito riqueza” e a volta do imóvel como porto seguro
O desempenho do mercado financeiro reacendeu o chamado “efeito riqueza”. Investidores voltaram seus olhos para o setor imobiliário não apenas como consumo, mas como ativo de segurança e reserva de valor, especialmente nos grandes centros urbanos.
Isso explica o movimento das incorporadoras, que já ampliam lançamentos em capitais como São Paulo, mantendo estoques saudáveis e evitando excessos que prejudiquem a valorização.
O mercado está aquecido — mas de forma calculada.
Crescimento sem preparo gera risco
Aqui entra o ponto crítico e pouco debatido.
Mais empreendimentos, mais moradores, mais investidores e mais tecnologia exigem condomínios bem administrados. O crescimento sem preparo não gera prosperidade; gera conflitos, passivos jurídicos, prejuízos financeiros e desgaste humano.
O novo boom imobiliário não será vencido por quem constrói mais, mas por quem administra melhor.
Juros, crédito e o fator decisivo
Especialistas são claros: a consolidação desse ciclo depende da trajetória da taxa de juros e das condições de crédito imobiliário. Uma eventual redução da Selic pode acelerar ainda mais o mercado.
Mas, independentemente disso, uma coisa já é certa: o crescimento virá.
A diferença estará entre condomínios que se antecipam e condomínios que apenas reagem.
Um olhar além do concreto
Diante desse novo cenário, cresce também a necessidade de formação, orientação e profissionalização da gestão condominial em escala nacional. É justamente nesse ponto que o debate deixa de ser apenas econômico e passa a ser estrutural.
O Instituto SOS Condomínios nasceu com esse propósito: preparar síndicos, gestores, conselheiros e equipes para um mercado mais exigente, complexo e humano, conectando conhecimento técnico, responsabilidade social e visão de futuro.
Porque, em um novo ciclo de expansão imobiliária, não basta construir mais.
É preciso saber cuidar do que está sendo construído.
Domichelica Armentano – Presidente do instituto SOS condomínios

Instagram www.institutososcondominios.com.br

